Fernanda Lima

Diretor de Comunicação do CARIAK Felipe Spirandelli, Fernanda Lima da ONG UTPMP e Artur Mendes da Diretoria de Apoio do CARIAK

Compondo a 3ª Mesa do V Forum de Formação e Profissionalização em Relações Internacionais estavam presentes Sr. Kjeld Jacobsen, colaborador do Instituto Observatório Social, Sra. Fernanda Lima, Diretora Social da ONG Um Teto para Meu País(UTPMP) e Sra. Rosana Miranda da ONG de Direitos Humanos Conectas.

O Sr. Kjeld Jacobsen fala com otimismos sobre suas perspectivas em relação a RI no Brasil. Ele cita que a pouco tempo RI era apenas Diplomacia, posteriormente surgindo outros temas principalmente no setor privado. Porém ele tem seu foco principal em Relações Transnacionais atuando crescentemente em RI.

Jacobsen explica que começou seu envolvimento na área antes da sua graduação, mas sempre esteve muito presente em movimentos sindicais. A partir daí, ele exlica que os sindicatos existem em todo mundo, sendo que, inicialmente os localizados nos países ao norte eram mais estruturadas e atuantes, por consequência ajudaram na formação dos mesmos nos países ao sul. Ainda segundo ele, a cooperação sul x sul é crescente, e para exemplificar ele cita o Brasil cooperando com países menos favorecidos.

O palestrante expoêm que  a OIT é a única Organização Internacional que tem administração tripartite, ou seja, 50% para Estados, 25% para empresas e 25% para trabalhadores(sindicatos). O Sr. Kjeld fala em 3 fatores que foram relevantes para formação da OIT. O primeiro seria o livre comércio, movimento iniciado pelos EUA, que traria muitos benefícios à países que não tenham legislação trabalhista. O segundo fator  seria a Ver. Russa, quando pela primeira vez setores sociais assumem o governo. E por último a preferência pelo processo negociado ao invés da revolução.

Passando a palavra para Fernanda Lima que é formada em Relações Internacionais na USP e começou a carreira como voluntária na UTPMP, foi na ONG que ela começou a perceber que os países latino-americanos haviam características em comum, comenta. Uma das mais relevantes segundo Fernanda, são as pessoas que vivem em extrema pobreza e moram de forma irregular, gerando as populares “Favelas”, sendo mais marcante na Argentina, chamada de “Villa Miseria”. Tal condição deixa essas famílias muito vulneráveis, pois as casas geralmente são frágeis sucetivéis aos interpéries e como são ilegais podem ser removidas pelo governo a qualquer momento.

A ONG “Um Teto Para Meu País” nasceu no Chile em 1997, quando um grupo de jovens da PUC realizou uma missão em uma favela. Liderados pelo sacerdote Felipe Berríos, eles sentiram a necessidade de fazer além de pregar apenas a palavra. De ínicio, eles construiram uma igreja, mas perceberam que nessa comunidade era pobre, de casas mal estruturadas de madeira, e pensaram que eles poderiam fazer mais. A partir desse momento, eles iniciam a ONG e por meio da construção de casas de emergência colocam em prática planos de habitação social.

Ela continua sua palestra discursando especificamente sobre o terceiro setor, que possui uma diversidade de atuação,  com temas variados que são tratados no Brasil e uma estrutura de legislação muito coesa sobre a área, além da atuação em redes ou seja a cooperação do setor. Porém, ainda existe muita falta de credibilidade, pois as ONG’s são corriqueiramente associadas a corrupção. Também existe uma temática viciada, onde as empresas colaboradoras focam doações apenas em meio ambiente, educação e cultura.

Mais informações sobre a Um Teto Para Meu País no site da ONG : http://www.umtetoparameupais.org.br/

A última palestrante, Rosana Miranda, é graduanda no último período em Relações Internacionais na USP.  Hoje é atualmente colaboradora da ONG Conectas, ligada aos Direitos Humanos.

A ONG se concentra em países com instabilidade política e em Estados com dificuldades em estabilizar a democracia. A Conectas trabalha com dois tipos de programas. O primeiro é o programa Sul Global e o outro é o Programa de Justiça.

O programa Sul Global tem objetivo de produzir e dissiminar o conhecimento na área de direitos humanos e ampliação da cooperação sul x sul e também fortalecer os defensores de direitos humanos. O Programa de Justiça tem como objetivo protejer a violação de direitos humanos oferecendo serviços de advocacia para grupos vulneráveis.

Mais informações sobre a Conectas no site da ONG : http://www.conectas.org/

E assim se encera mais um dia. Voltamos amanhã!

De São Paulo,
Felipe Spirandelli
Diretor de Comunicação – CARIAK
27 de Abril de 2010